terça-feira, 25 de agosto de 2009

Another day

Ora bem! Sábado de manhã foram 3 voos para adaptação ao Blanik de um certo noobie que acabou de receber as asas. No terceiro voo consegui fazer enjoar o noobzóide enquanto andavamos numa térmica! De referir que foi a primeira vez que fiz enjoar alguém.
De tarde fiz um voo com o meu amigo Pedro Ferreira. O dia estava esquisito! Dia quente, térmicas azuis mas difíceis de enrolar com descendentes muito fortes. Foi daqueles dias em que tudo parece estar óptimo mas por qualquer factor desconhecido, as térmicas não estavam consistentes. Para ajudar à festa o Rallye continua a aquecer muito (é devido às altas temperaturas que se fazem sentir) o que nos leva apenas aos 300 ou 400 metros QFE. Só no segundo voo, cerca das 16h é que consegui apanhar umas térmicas consistentes e subi até aos 1000 m QFE; sendo um baptismo e a passageira ter dito que se sentia desconfortável com a altitude. Segui para Mogadouro e voltei para o aeródromo. No último voo do dia, também um baptismo, deu para aguentar 45 min mas com muita luta pois as térmicas já eram fracas e estreitas.
O Rallye vai fazer uns baptismos e entretanto arrumamos tudo dentro do hangar. Entretanto aparece um ULM (Tecnam P92 Echo), que se faz à pista 21 para um touch&go sem reportar no rádio nem nada! Ao mesmo tempo o Rallye está na final da pista 03. Quando o ULM repara que tem tráfego em frente, descola e faz uma volta pela direita.
Além de ser um completo desrespeito pelas regras do Ar (Anexo 2 da ICAO), a referida aeronave cuja matrícula não vou referir, invadiu espaço aéreo restrito.
Caros pilotos (especialmente pilotos de ULM's), leiam os NOTAM's, planeiem o voo como manda a lei e reportem quando estiverem a 5 nm do aeródromo. Não custa nada e toda a gente fica contente!

domingo, 16 de agosto de 2009

Thunderstorm

O fim-de-semana rendeu! 1 voo no lugar de trás do Blanik logo pela manhã, cerca das 11h, onde já se faziam sentir as primeiras térmicas a antever o magnífico dia que íamos ter. Ao longe já tinhamos CB's bem definidos mas era ao longo da linha do Douro e como as previsões apontavam para que o vento se mantivesse de Oeste não havia grande preocupação.
De tarde, faço um baptismo no Blanik. Após sairmos tive de largar cabo aos 400 metros devido ao sobre-aquecimento do motor do Rallye. A sorte é que engatei logo uma térmica forte a dar entre 4 a 5 metros por segundo. Foi num instante que subi até à minha altitude record.....2832 metros QFE (3531 metros QNH). Efectuei a transição para voo nivelado, meti 110 Km/h em direcção à Serra de Bornes,momentos depois como estava a dar térmica por todo o lado aumentei a velocidade para 120 Km/h. Entretanto as condições meteorológicas deterioram-se numa questão de minutos começa a chover na vila de Mogadouro e pouco depois no aeródromo.
Estou à vertical da aldeia de Lagoa a 2500 metros QFE e rumo para sul, aumentando a velocidade para 180 Km/h. Entretanto apanho chuva torrencial e o meu grande receio era apanhar granizo que pudesse quebrar o plexiglass. Opto por reduzir a velocidade para 100 Km/h mantendo o rumo. Após passar a "sopa" apanho ascendentes de 8 m/s; e aqui começo a pensar que estou a ser "aspirado" para dentro da nuvem (durante a manhã tinhamos discutido os procedimentos sobre como sair de uma situação de entrada inadvertida numa nuvem); aumento a velocidade para 200 Km/h e continuo a subir a 5m/s no entanto consigo sair dessa zona e aproveito um local que se encontra coberto mas sem precipitação e mantenho a posição fazendo círculos na zona, sempre com o aeródromo à vista e a tirar referências caso a visibilidade no aeródromo se torne muito reduzida. Era o único no ar e levava um passageiro que nunca tinha voado na vida mas que estava a adorar. Entretanto sou chamado no rádio para descer mas como está a chover intensamente no aeródromo reporto que vou aguentar um bocado a ver se as coisas acalmam (estou a 2600 metros QFE). Aproximo-me do aeródromo com os spoilers a 100% e velocidade de 100km/h e vou vendo uns relâmpagos (bem mais interessante ver lá de cima...if you ask me). À frente temos chuva torrencial e visibilidade diminuída. à vertical do aeródromo com 500 metros, inicio procedimentos de aterragem e entro no circuito. O vento está forte, variável e a pista encharcada. Opto pela 21 e faço um circuito curto, onde na final vejo-me obrigado a aumentar considerávelmente a velocidade devido ao vento ter mudado de repente e estar metido à pista. Entretanto, já com a pista assegurada, tendo manter-me na center line (o que é dificil devido ao vento estar constantemente a mudar). E pronto já parados, aguardei dentro do planador que a chuva passe para ajudarem a meter o "pássaro" no hangar (ainda estive cerca de 15 minutos).


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

WTF is this??

Sábado esteve um tempo lastimável, no entanto para compensar, Domingo foi muito bom. Fiz 2 baptismos de manhã. De tarde, descolei com o "nugget" para um voozito rápido, pois tanto ele como eu tinhamos outros compromissos com a respectivas familias.
Após largarmos cabo, lá vamos para uma zona onde estava a dar (supostamente) e lá subimos um pouquito......depois tudo desapareceu e lá fomos descendo...voltamos a subir alguma coisa mas pouco. Até que passei os comandos para o "nugget" que ia no lugar de trás. E não é que o rapaz já lhe apanhou o jeito!! Pois é.....mas mesmo assim houve uma altura que estavamos a 350 metros. Por sorte o "nugget" entrou numa térmica boa e lá começamos a subir. Entretanto aparece o Twin Astir e estamos todos na mesma térmica. Chegamos aos 1000 metros a continuamos a subir.
Num dia como este, onde não há praticamente vento nenhum à superficie, e a cerca de 500 metros temos vento com 6 kts (+/- 13km/h) o Blanik tem uma grande vantagem sobre o Twin Astir. Possui flaps o que permite termalizar a velocidades mais baixas (o ideal é entre 65Km/h e 70km/h), o que faz com que o raio de volta seja mais curto, no entanto, aumentamos o atrito.
Bem o que é certo é que a dada altura o SIE 3 reporta a termalizar na zona industrial e é então que o Twin Astir, abandona a nossa térmica para se dirigir ao local do SIE 3. Nos mantemo-nos a subir até aos 1200 metros QFE (segundo consta o Twin Astir não teve grande sorte na zona industrial).
Descolamos depois dos outros 2 planadores e somos os últimos a aterrar. Na zona de Penas Róias, conseguimos atingir os 1350 metros QFE, a grande custo, pois devido ao vento que se fazia sentir nas camadas superiores, as térmicas estavam todas com bastante inclinação em relação ao solo. (imaginem uma diagonal).
Escusado será dizer que 90% do tempo de voo foi o "nugget" a pilotar. Nos 1000 metros ainda peguei nos comandos e tentei termalizar mas parece que as térmicas não queriam nada comigo pois assim que passei os comandos ao "nugget" elas apareciam.
Ao menos deu para disfrutar o voo e divertirmo-nos lá em cima com as piadas que iamos mandando!